CORONAVÍRUS

Cachoeira do Sul está na bandeira vermelha

O cenário de disseminação do coronavírus e da ocupação de leitos cresce no Estado. No levantamento preliminar da décima rodada do Distanciamento Controlado traz 15 regiões com risco alto, ou seja, na bandeira vermelha. Cachoeira do Sul é uma delas. Como não se encaixa na chamada Regra 0-0 - cidades sem registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de morador nos 14 dias anteriores ao levantamento - Cachoeira do Sul terá que aderir às restrições determinadas pelo protocolo de bandeira vermelha. Há, porém, a possibilidade de recorrer da classificação. A Prefeitura Municipal tem até as 6h de domingo, 12/7, para apresentar o recurso.

Na segunda-feira, 13/7, o Gabinete de Crise analisará os dados enviados e rodará o mapa novamente e, à tarde, divulgará as bandeiras definitivas, que serão vigentes de 14 a 20 de julho. Nenhuma das 20 regiões apresentou melhora nos índices.

Encabeçando a Região 27 dentro do modelo de Distanciamento Controlado, Cachoeira do Sul divide a lista com Arroio do Tigre, Caçapava do Sul, Cerro Branco, Encruzilhada do Sul, Estrela Velha, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Novo Cabrais, Passa Sete, Segredo e Sobradinho.

O administrador do Hospital de Caridade e Beneficência (HCB), Luciano Morschel e o secretário de Saúde de Cachoeira do Sul, Roger Gomes da Rosa, já previam essa classificação. De acordo com eles, considerando o fato de que pacientes de outros municípios estão internados no Hospital de Caridade e Beneficência (HCB) durante toda a semana. Conforme o mais recente boletim divulgado pelo hospital, nesta sexta-feira, 10/7, oito pacientes estavam internados. Destes, sete estão em estado gravíssimo. São cinco homens e três mulheres com idades entre 27 e 83 anos, residentes de Caçapava do Sul, Arroio dos Ratos, Triunfo, Canoas, Sapiranga, Estância Velha, além de uma cachoeirense de 60 anos com suspeita da doença. De acordo com o HCB, seu estado inspira cuidados. 

 "Tínhamos consciência de que caminhávamos para a bandeira vermelha, mas não por causa de Cachoeira. Apesar de estarmos em uma situação mais confortável hoje, podemos também precisar cuidar de cachoeirenses fora do Município com o aumento dos casos", diz Morschel.

Sem surpresa

Segundo Gomes da Rosa, é importante lembrar que o SUS é universal e Cachoeira possui oito leitos regionais de UTI no HCB. "O sistema de ocupação desses leitos é regulado pelo estado no sistema Gerint. Não podemos interferir nessas transferências. O estado define os critérios, e nos quesitos número de leitos vagos e de internações que são critérios macroregionais, tivemos um aumento significativo recebendo pacientes de outros municípios e um avanço significativo da doença em Caçapava do Sul tanto em novos casos como em internações", explica.

Conforme o secretário, as informações recebidas é de que a região metropolitana, além das demais estão com os hospitais no limite de suas capacidades necessitando encaminhar pacientes com Srag para as regiões que tem leitos. "É importante salientar que não existem critérios municipais nessas regras do estado, apenas macroregionais, regionais e estaduais. E dentro destes, o que mais preocupa a nossa região é o critério de ocupação de leitos de UTI, pois hoje dos dez leitos de UTI Covid do HCB (lembrando que oito são regionais e dois municipais) temos oito leitos ocupados e dois livres. E mesmo sendo cinco dos sete pacientes de fora da nossa macro e região que estão internados, eles contam como leitos ocupados pra a nossa 27ª região nos critérios do estado. A infecção está evoluindo em todo o estado, apesar de estarmos em uma situação confortável em Cachoeira", destaca. No momento nenhum paciente cachoeirense está internado na UTI.

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