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Petrobras

Casa da praia do Prefeito, réu em ação da Lava Jato, segue em leilão

Reprodução/Ascom -

Após não haverem interessados na compra de uma casa de praia do prefeito José Otávio Germano (PP), que foi leiloada nesta terça-feira, 12/4 com lance mínimo de R$ 1,1 milhão para ressarcir danos à Petrobras, o leilão continuava nesta quinta-feira. Até o fechamento da redação não havia sido anunciado se algum lance foi vencedor.

O imóvel em questão fica na praia de Atlântida, em Xangri-lá, no Litoral Norte. O lance mínimo do novo leilão foi reduzido para R$ 940 mil.

Nos últimos dias, a defesa de Germano e também um locatário da casa, chamado Leandro Henrichsen, que alegou ter contrato do imóvel até 2025, pediram à Justiça Federal do Paraná a suspensão do leilão, mas os pedidos foram indeferidos pelo juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba.

O advogado do prefeito, alega que o imóvel está subavaliado e valeria em torno de R$ 4 milhões. Afirma ainda que não concorda com a venda antes de eventual condenação de Germano na ação de improbidade a que responde decorrente da Operação Lava-Jato.

O prefeito é acusado de enriquecimento ilícito por supostamente ter recebido propina mensal que seria paga por empreiteiras que se beneficiariam de licitações da Petrobras. Em 2017, a Justiça Federal estimou que o enriquecimento ilícito, entre 2006 e 2012, teria sido de R$ 2,5 milhões. Com a aplicação de multa em valor máximo, o juiz responsável pelo processo decretou o congelamento de bens de José Otávio em mais de R$ 10 milhões para assegurar a reparação dos danos causados e o pagamento de multa em caso de condenação.

Conforme o edital do leilão, o comprador terá de arcar com débitos fiscais do imóvel. Uma das dívidas é de IPTU, que está sem pagamento desde 2013. O valor total até fevereiro era de R$ 102,5 mil.

Um primeiro leilão havia sido marcado ainda em 2021, após a defesa de Germano afirmar que ele não teria condições de arcar com as despesas do imóvel.

Pouco antes da data do leilão, porém, José Otávio fez uma petição afirmando não ter mais interesse na venda, pois possuiria condições de manter a casa. Já em fevereiro deste ano, a Justiça Federal de Curitiba retomou a alienação judicial pois "o réu não demonstrou nos autos indicativos de que tem contribuído para a conservação ou melhoria da casa", conforme diz a nota do juiz responsável.


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